Não tenho estilo
Apenas pensamentos e sentimentos
Que bifurcam na mais improvável das esquinas
E cruzam em algum lugar no infinito
Desembocam do invisível...
Para minhas mãos de papel
Rabiscadas por linhas de “verdade”
ou vaidade.
(Com um lápis oculto)
... ou inexistente
Este é o mais possível (e improvável) dos poemas...
... a minha poesia!
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Estilo
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Fingimento
Chorar porque não é verdade?
Ora, mas não será uma mentira
Que coisa alguma seja verdade
Ou não possa ser mentira?
Tudo falso ou vaidade
A verdade atrás dos olhos
É a falsidade da realidade
Para a cabeça deitar num colo
Que diferença faz
Se tudo que vemos é uma sombra
De nós ou uma alma que jaz?
Afinal a verdade nos assombra
Chorar por quê?
Se as lágrimas são do mar
De gotas que você nem vê
É melhor sonhar
Como uma ilusão:
Escreve e finge que sentes
Versos se misturam em confusão...
Ninguém precisa saber que mentes
Vive tua vida...
Uma verdade mentida
Ora,
não choras...
Horas se perdem na cidade
E isso é a verdade!
Absinto
Sobre o que escrevo?
Sobrou apenas o papel
Restos de lixo que voaram para o céu
Foi uma nuvem em relevo
tão alto que tocou meu céu
da boca para o papel
Era a alegria que eu devia ter
Disseram que assim deveria
Mesmo assim sem qualquer companhia
Fugindo de qualquer ser
Perdido nas linhas do próprio crochê
Um bordado sem estilo algum
Como o transito sem destino
Entre linhas tortas que não assino
Deve haver um fim ou mesmo um rum(o)
Para se perder em algum lugar...
Ab(sinto).
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
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