Para ter um bom aniversário
Não o comemore
Simplesmente viva
A visão das regularidades
evita as singularidades
do dia a dia
Como o cego que não via
Que vida se vive
mais do que se nota
E não volta...
atrás o verso
na frente o destino
E os pés
Só para descobrir...
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Própria Sombra
Como pólvora queimada
Solto faíscas da noite passada
Para acordar na longa manhã
Que me chama para o divã
Interiormente falando...
São nuvens que eu acho
Não escuto nada aqui abaixo
Acima de minha cabeça de lata
Como um lixo que alguém cata
Exteriorizando os demônios
Para palavras e letras
Da mão de um obstetra
Como um poste trazendo Luz
Luz de onde não há luz
Apenas para exorcizar o pesadelo
Na escuridão
Da própria sombra.
Escuridão é luz
para as vozes da poesia:
A verdadeira canção...
Solto faíscas da noite passada
Para acordar na longa manhã
Que me chama para o divã
Interiormente falando...
São nuvens que eu acho
Não escuto nada aqui abaixo
Acima de minha cabeça de lata
Como um lixo que alguém cata
Exteriorizando os demônios
Para palavras e letras
Da mão de um obstetra
Como um poste trazendo Luz
Luz de onde não há luz
Apenas para exorcizar o pesadelo
Na escuridão
Da própria sombra.
Escuridão é luz
para as vozes da poesia:
A verdadeira canção...
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Prisão
Da confusão de arbustos
e cipós
Tentei me desvencilhar
Como algemas de um preso selvagem
Numa selva prístina
Com grades de condomínio eu brigo
Esquecendo que as amarras não são de aço
Os verdadeiros fios
São árvores tão altas
Quanto o espaço sideral
Tão brilhantes como as estrelas
Fios que se enraizam na cabeça
E não saem dela
Fios de uma matéria qualquer
Diferente do aço que eu vejo
O contrário da visão
No selvagem espaço do ser
Dentro de uma caixa
De onde saem os versos
As palavras, letras, e tudo o mais
Está a verdadeira prisão
(Encarceirando a estrofe...)
De onde sai a poesia
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Ponto
Sem...
Cem
Mil
Com
Zeros
Um
...
Números
.
..
...
....
!
A pirâmide dos pontos
Não resulta em plano
Nem volume
Nem pirâmide
Nem poesia
Nem
.
Apenas uma árvore de aspirações:
abstrações númericas
de um mundo sub-objetivo
- na alma imaginativa
do ser
Pipa nº3
Sentes agora o tremor do vento
E choras para voltar
Pois, do avião sem assento
Todos caem no ar...
(Ah...
Voar, voar, voar...)
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Macaqueando
Eu ando macaqueando em cada galho de ilusão
pulando como o mico-leão
Na mata obscura do meu ser
Me embrenho até deixa de ver
No obscuro viver...
E pulo...
Até chegar à beira de um galho
Onde caio de cansaço
E sinto o carinho de um orvalho
Da cor do aço.
Acordo e pulo.
Até a outra cama.
E pulo até o outro sonho.
Até o outro dia.
E durmo.
E acordei com sono.
E caio.
Pipa nº 2
Para respirar precisas ar
E no desassossego do vento
É preciso inventar
Algo além do tormento
(O que?
É preciso voar...)
E no desassossego do vento
É preciso inventar
Algo além do tormento
(O que?
É preciso voar...)
Pipa nº1
Cerol para a linha do chão?
Afinal, precisas voar...
Mas, para que tanta preocupação
Se já és mais pesado que o ar.
Afinal, precisas voar...
Mas, para que tanta preocupação
Se já és mais pesado que o ar.
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