segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Absinto

Sobre o que escrevo?
Sobrou apenas o papel
Restos de lixo que voaram para o céu
Foi uma nuvem em relevo
tão alto que tocou meu céu
da boca para o papel

Era a alegria que eu devia ter
Disseram que assim deveria
Mesmo assim sem qualquer companhia
Fugindo de qualquer ser
Perdido nas linhas do próprio crochê

Um bordado sem estilo algum
Como o transito sem destino
Entre linhas tortas que não assino
Deve haver um fim ou mesmo um rum(o)
Para se perder em algum lugar...
Ab(sinto).


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