quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Relógio estridente

As horas passam com tudo
Tudo que se pratique
Tudo que se ataque
Contudo o fato não nos deixa mudo

A arte que traz o tempo
Não faz o tempo voltar para trás
Mas, mesmo que o relógio destaque o tempo
É arte que ataca seu capataz
A velhice que irrita
Que com o cansaço bate
Com olhos de uma águia que fita
Quieta e intensamente como um elástico

Forte como a alegria da juventude
Fraco como os versos de poesia
Corta a tristeza do que não pude
Aquecendo as horas com o que não se via

Não há papel que não se risque
Como todo relógio faz tic
Não há pedra que não se lasque
E o relógio faz tac...

Como tiques do tempo
Ou como uma estaca no espaço
tic...
tac...

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