Antes eu fosse escravo do ser
[Ou mesmo do dinheiro]
Do que este eterno não ser
Margem que não beiro
Só vejo...
Antes eu falasse como passarinhos no ar
Em sinfonia constante
Do que este eterno não ter o que falar
Não vale a pena que se cante
Só ouço...
Antes eu roubasse aquela amada
Mesmo sem vontade, nem idade
Apenas para deixá-la na estrada
Mas eu fui covarde
Nem sonho...
Antes fosse refém de linhas
Com caneta perseguindo rimas
Mesmo onde a vida definha
E não tem nada que a a afirma
Nem futuro...
Antes só
Do que com meus versos...
Antes eu não escrevesse esta poesia!
Nenhum comentário:
Postar um comentário