sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Prisão


Da confusão de arbustos
e cipós
Tentei me desvencilhar
Como algemas de um preso selvagem
Numa selva prístina

Com grades de condomínio eu brigo
Esquecendo que as amarras não são de aço
Os verdadeiros fios
São árvores tão altas
Quanto o espaço sideral
Tão brilhantes como as estrelas
Fios que se enraizam na cabeça
E não saem dela
Fios de uma matéria qualquer
Diferente do aço que eu vejo

O contrário da visão
No selvagem espaço do ser
Dentro de uma caixa
De onde saem os versos
As palavras, letras, e tudo o mais
Está a verdadeira prisão

(Encarceirando a estrofe...)
De onde sai a poesia

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