Aqui
Semeei meu desalento
Com o zelo de um amador
E a destreza do semeador
Chovendo sementes a granel
Num desespero contínuo e lento
De um verme que revira oS céuS
Revirei os olhos para ver
Revirei o corpo para sentir
Revirei-me para não ser
E ir...
E Surgi
Com falta de ar
Para mais uma vez revirar
Com mais força do que mil pás
Perdi-me no sulco mais fundo
Que existe no mundo
E ainda aqui
Ressurgi.
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