Meus dias são incipientes
Como recipientes
De onde o tempo escorre
Por um furo invisível
Que não vejo...
São dias que me cortam
E deixam um ferida aberta
Por onde o tempo jorra
E só sinto quando aperta
E escorre...
Como uma hemorragia interna
Que desce do pensamento à perna
Sinto como um vulto no escuro
De uma caverna
Sem furo...
Perco-me tão profundamente
E profusamente em minha confusão
Que na mente me perco
O tempo mente
E corre...
Até que o dia morre.
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