Em prantos o céu chora
Desaba qual mar de chuva
Forma gotas em cachos de uva
Que a Terra pega como uma luva
Embaixo o cristão ao céu uiva
Pede que nuvens fiquem turvas
E desacelere o rio como curvas
Curvando-se de joelhos ele ora
Lágrimas sobem
Gotas chovem
E tudo desagua
Na mesma água
Do mundo
Mudo
De tudo
Quem chora, não olha
Mas também se molha...
Esta é uma poesia concretista?
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